A MusicTraders, plataforma de aquisição de direitos musicais conhecida por sua inovação, anunciou uma nova divisão especializada em Deals & Acquisitions, marcando um passo significativo em sua trajetória de seis anos de sucesso. Esse movimento representa a reorganização interna da empresa, que agora poderá contar com profissionais de destaque vindos de gigantes da indústria, como TikTok, BMG, Spotify, YouTube e PeerMusic.
Desde sua fundação em 2020, a MusicTraders destacou-se por seu modelo de acesso exclusivo por convite e por um impressionante histórico de mais de 50 milhões de dólares em acordos assinados, além da gestão de 25 milhões de dólares em ativos. Com essa nova estrutura, a plataforma procura não apenas consolidar sua posição no mercado, mas também ampliar sua influência em um cenário musical que passou por reajustes econômicos recentes.
A nova equipe traz nomes de peso. Rafael Aguilar Grabowski assume o cargo de assessor para parcerias estratégicas, somando mais de 20 anos de experiência na SGAE e na Fundação SGAE, bem como passagens por PeerMusic e Warner Chappell. José María Escriña, que se mudará para Miami, vai atuar como especialista em aquisições musicais, trazendo consigo vivências adquiridas em empresas como TikTok e Spotify. A relação com investidores ficará sob a responsabilidade de Steve Bunyan, ex-BMG, enquanto Marina Mánica, com experiência em Spotify e YouTube, coordenará e executará os acordos. Na área jurídica, Maria José Clutet trará sua expertise em Direito e Propriedade Intelectual para fortalecer a recém-criada divisão.
Com foco em uma expansão internacional, a MusicTraders não limita suas ambições ao mercado dos Estados Unidos e América Latina. A abertura de uma sede em Dubai aponta para um interesse em crescer em regiões como o Reino Unido, MENA e Ásia. A empresa também lançou o nível de investimento Prestige, voltado para investidores institucionais que desejam ter acesso privilegiado e relatórios exclusivos sobre oportunidades de mercado.
Diante de um cenário econômico global repleto de incertezas, investidores estão cada vez mais em busca de ativos não correlacionados. As royalties musicais estão surgindo como uma alternativa atraente, devido à sua capacidade de gerar receitas relativamente estáveis, independentes das flutuações do mercado financeiro e das tensões geopolíticas. Para 2025, espera-se que os títulos respaldados por royalties musicais superem os 4,4 bilhões de dólares, enquanto a indústria musical global deve alcançar 105 bilhões de dólares em 2024, com uma previsão promissora de 200 bilhões de dólares para 2035.
Cristian Larrosa, CEO da MusicTraders, salienta a singularidade da música como ativo em um mundo em constante mudança e conflito. A nova estratégia não apenas fortalece a infraestrutura interna, mas também se adapta às demandas atuais dos investidores que buscam estabilidade e viabilidade no mercado fonográfico. Rafael Aguilar acrescenta que o atual cenário de ajustes econômicos possibilitou uma seleção natural entre os participantes do setor, corroborando a entrada de uma equipe nova e talentosa na MusicTraders.






