Maria Luís Albuquerque, comissária europeia responsável pelos Serviços Financeiros, aborda a atual crise da habitação na Europa, afirmando que o problema não será resolvido por meio de restrições ao investimento, mas sim por uma maior integração e eficiência nos mercados financeiros. Em entrevista ao jornal Expresso, Albuquerque argumenta que diversificar as opções de investimento e criar melhores condições para os investidores são passos cruciais para aliviar a pressão sobre o setor imobiliário. “Se nós tivermos um mercado de capitais mais eficiente, os investidores terão alternativas com boa rentabilidade, fora do mercado imobiliário, ajudando a reduzir a procura”, enfatiza.
A comissária destaca que o longo período de juros baixos após a crise financeira de 2008 intensificou a concentração de investimentos no setor imobiliário, transformando as casas em ativos altamente valorizados. Esta situação não apenas exacerbou a crise habitacional, mas também fez com que investidores institucionais e particulares direcionassem cada vez mais seus recursos para o mercado imobiliário, limitando a diversificação de investimentos. Albuquerque acredita que um mercado de capitais mais robusto pode fornecer soluções alternativas viáveis.
Para enfrentar a crise, ela propõe a implementação da União das Poupanças e Investimentos e a conclusão da União dos Mercados de Capitais, que, segundo ela, seriam fundamentais para diversificar o investimento e estabilizar os preços do mercado habitacional. Maria Luís Albuquerque defende, portanto, uma abordagem equilibrada que envolva desde a mobilização de capital privado até o fortalecimento da oferta de habitação, visando uma solução sustentável para o problema da habitação na Europa.
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