A crise imobiliária na China continua a se agravar, com novas previsões indicando que poderá se prolongar até 2026. Dados divulgados nesta terça-feira, 3 de fevereiro, pela consultora China Real Estate Information Corporation (CRIC) mostram que as vendas de casas novas entre os 100 maiores promotores do país caíram drasticamente, alcançando 165,5 bilhões de yuan (aproximadamente 20 bilhões de euros) em janeiro, uma queda de 27% em comparação com o mesmo mês de 2025. A situação é alarmante, especialmente para empresas endividadas em dólares, que enfrentam uma perda de 53,7% nas vendas em relação a dezembro.
O impacto da crise se reflete também no mercado de terrenos, onde as transações diminuíram em 90% em relação a dezembro, totalizando apenas 62,2 bilhões de yuan (7,5 bilhões de euros) até 25 de janeiro. Essa retração sugere uma futura escassez na oferta e dificuldades adicionais para as construtoras, que já estão lutando para concluir projetos e registrar receitas. A China Vanke, uma das líderes do setor e anteriormente considerada financeiramente sólida, anunciou perdas recordes de 82 bilhões de yuan (10 bilhões de euros) em 2025, demonstrando o tamanho do problema.
O banco de investimento norte-americano Morgan Stanley apresentou uma visão pessimista, prevendo que a crise do setor habitacional continuará ao longo de 2027. Apesar de algumas medidas de apoio estatal, como um empréstimo de emergência recebido pela Vanke de seu acionista principal para evitar incumprimentos imediatos, especialistas alertam que isso apenas oferece um alívio temporário. O Barclays enfatiza que, sem uma intervenção política mais robusta e um aumento na confiança dos compradores, a situação do mercado imobiliário chinês poderá se deteriorar ainda mais, atingindo níveis críticos de liquidez e estabilidade financeira.
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