A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, deu início à presidência rotativa norte-americana do Conselho de Segurança da ONU nesta segunda-feira, ao discursar sobre a importante temática de “Crianças, Tecnologia e Educação em Situação de Conflitos”. O evento foi marcado pela presença de diversos representantes de países-membros, que se uniram em torno da causa da proteção infantil em cenários de guerra.
A subsecretária-geral para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, foi a primeira a se pronunciar. Em seu discurso, DiCarlo enfatizou que prevenir conflitos e guerras é a forma mais eficaz de proteger as crianças. A construção da paz, segundo ela, deve ser um pilar fundamental das ações da ONU. Além disso, DiCarlo destacou a importância de integrar a educação digital como uma ferramenta de proteção, sugerindo que avaliações de risco devem ser rigorosamente realizadas em todas as fases do processo educativo.
Em continuidade, DiCarlo fez um apelo à comunidade internacional para que se reforcem os marcos legais que protegem os direitos das crianças no ambiente digital, alinhando-se aos direitos humanos, e lembrou do papel crucial das empresas de tecnologia na segurança de crianças e jovens online. Ela também expressou preocupação com a diminuição dos fundos destinados à educação em situações de emergência, que recuou 24% em um contexto de crescente necessidade.
Melania Trump, por sua vez, defendeu uma visão de um futuro mais prometedor para as crianças afetadas por conflitos, insistindo na necessidade de cultivar uma “imaginação justa e moral”. Ela argumentou que o conhecimento é uma poderosa ferramenta para a segurança e urgia a comunidade global a transformar essa energia positiva em ações concretas para promover a educação.
Trump ressaltou que em um mundo digitalmente conectado, a promoção de acesso à informação e tecnologia é fundamental para atender às necessidades básicas das comunidades, ao mesmo tempo em que destacou que cerca de 6 bilhões de pessoas ao redor do mundo possuem um dispositivo móvel. Aproveitando os dados da ONU, que revelam que uma em cada cinco crianças vive em zonas de conflito, a primeira-dama convocou todos os países a unirem esforços para superar a divisão tecnológica e empoderar as crianças por meio da educação.
A situação é alarmante, pois as Nações Unidas relataram um aumento de 25% nas violações graves contra crianças entre 2023 e 2024, além de um aumento de 35% nos casos de violência sexual. A primeira-dama apelou pela paz através da educação, marcando o evento como um passo vital para garantir um futuro melhor para as crianças nas várias partes do mundo afetadas por conflitos e deslocamento.
Origem: Nações Unidas






