As instalações da Comissão Europeia (CE) em Bruxelas foram alvo de buscas nesta quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, como parte de uma investigação da Procuradoria Europeia focada em possíveis irregularidades relacionadas à venda de 23 imóveis ao Estado belga, segundo informações de uma fonte próxima ao caso. A Procuradoria Europeia divulgou um comunicado, que foi citado pela agência de notícias francesa AFP, afirmando que a operação tinha como objetivo a “recolha de indícios de provas” no âmbito da investigação em andamento.
De acordo com o jornal britânico Financial Times, as buscas se concentraram em várias instalações da CE, incluindo o departamento orçamental. A Comissão Europeia confirmou a realização dessas investigações, ressaltando que a venda dos 23 edifícios ao Estado belga em 2024 cumpriu as normas vigentes. Um porta-voz da CE expressou confiança na legalidade do processo, garantindo que a Comissão irá “cooperar plenamente” com as autoridades competentes, oferecendo todas as informações necessárias para uma apuração minuciosa e imparcial.
A venda dos imóveis, que ocorreu durante o mandato do ex-comissário do Orçamento e Administração Johannes Hahn, foi parte de uma estratégia anunciada pela CE em 2024 para reduzir sua área de escritórios em 25% até 2030, refletindo as mudanças trazidas pelo aumento do teletrabalho durante a pandemia de covid-19. O valor total estimado da transação foi de cerca de 900 milhões de euros, e a venda se inseriu em um plano mais amplo das autoridades belgas para revitalizar o bairro europeu de Bruxelas, prevendo a transformação desses espaços para habitação, comércio e empresas.
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