As universidades portuguesas estão a integrar cada vez mais a inteligência artificial (IA) em diversas áreas, desde o ensino até à investigação. No entanto, especialistas alertam que a falta de uma governança intencional e bem definida pode criar disparidades entre as instituições e os alunos. O Centro Nacional de Inovação e Promoção da Educação Superior (CNIPES) expressou preocupações sobre a necessidade de diretrizes claras para garantir que todos os envolvidos no processo educativo estejam em sintonia.
A utilização crescente de IA tem potencial para revolucionar a abordagem pedagógica e administrativa das universidades, mas é crucial que as instituições de ensino superior adotem uma estratégia coesa para maximizar os benefícios da tecnologia. O CNIPES enfatiza que, numa era de “mudança permanente”, as universidades devem avançar para o “próximo passo” na integração da IA, não apenas na adoção das ferramentas, mas também na formulação de políticas que garantam um uso ético e eficiente.
As universidades que não acompanharem este desenvolvimento correm o risco de ver os seus alunos e professores a operar em “ritmos e velocidades diferentes”, tornando a experiência educativa desigual. Portanto, líderes académicos e responsáveis institucionais são chamados a colaborar e a estabelecer um quadro que permita um crescimento harmonioso e uniforme no uso da IA, garantindo que todos os agentes da educação se beneficiem das inovações tecnológicas.
Origem: JPN Universidade do Porto






