Entre 2022 e 2024, a inovação no tecido empresarial português registou uma leve diminuição, com 42,5% das empresas reportando ter desenvolvido algum tipo de atividade inovadora. Este resultado contrasta com os 44,7% observados no período anterior de 2020 a 2022. Ao examinar os tipos de inovação, 24,3% das empresas implementaram inovações de produto, enquanto 37,6% se concentraram em inovações de processo, refletindo uma mudança em relação aos 22,6% e 40,4%, respetivamente, do período de 2020 a 2022.
A dimensão das empresas teve um impacto significativo na incidência da inovação, mostrando que 78,7% das grandes empresas, com 250 ou mais colaboradores, eram inovadoras. Por outro lado, nas empresas de pequeno e médio porte, com 10 a 249 colaboradores, a taxa de inovação caiu para 41,7%. Quando analisados por setor econômico, a área de Informação e Comunicação destacou-se com 68,9% de empresas inovadoras, seguida de Serviços Financeiros (59,7%), Comércio (45,4%) e Indústria e Energia (45,1%).
Adicionalmente, 59,6% das empresas inovadoras investiram em inovações com benefícios ambientais, sendo que 57,3% dessas inovações foram realizadas internamente e 48,7% refletiram melhorias durante o uso dos produtos ou serviços pelos consumidores. Apenas 8,4% das empresas relataram colaborar com outras entidades em atividades de pesquisa e desenvolvimento ou inovação durante este período.
Em termos financeiros, a despesa total com atividades inovadoras em 2024 alcançou 4.865 milhões de euros, marcando um aumento de 25,3% em relação a 2022. Essa quantia representa cerca de 1,0% do volume total de negócios das empresas, a mesma proporção observada em 2022. Além disso, 14,9% do volume de negócios em 2024 originou-se da introdução de produtos novos ou aprimorados, embora essa cifra tenha tido uma ligeira queda de 0,3 pontos percentuais em comparação a 2022.
A qualidade dos produtos e serviços também foi enfatizada, com 62,6% das empresas atribuindo um elevado grau de importância à liderança pela qualidade como parte de suas estratégias para melhorar o desempenho econômico.
Origem: Instituto Nacional de Estatística





