A tensão no Médio Oriente elevou as preocupações no mercado energético global após o Irão afirmar seu controle sobre o Estreito de Ormuz, uma passagem essencial para o transporte de petróleo e gás. Este estreito é responsável por cerca de 20% do petróleo mundial que transita por via marítima, e sua perturbação pode gerar repercussões significativas no abastecimento global de energia. A situação é delicada, especialmente considerando que um simples risco de interrupção pode resultar na elevação dos preços do crude e do gás no mercado internacional.
Embora Portugal não dependa diretamente do petróleo proveniente do Médio Oriente, a variação dos preços globais impacta o custo dos combustíveis no país. A Direção-Geral de Energia e Geologia revelou que a maior parte do petróleo que chega às refinarias portuguesas provém de países da América e da África, com o Brasil liderando as importações. No entanto, a interconexão do mercado global significa que oscilações nos preços internacionais podem refletir-se nos custos finais para o consumidor português, levando a um potencial aumento nos preços dos combustíveis nas próximas semanas à medida que os mercados se ajustam.
O Governo português está já a tomar medidas para mitigar o impacto que um eventual aumento nos preços dos combustíveis possa ter sobre os cidadãos. Através de uma redução temporária no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos, o executivo espera conter a fúria inflacionária que pode resultar da instabilidade no Médio Oriente. Além disso, a situação atual levanta questões sobre a possibilidade de uma nova crise energética semelhante à de 2022, quando os preços do gás e da eletricidade dispararam na Europa em resposta aos conflitos geopolíticos. O panorama dependerá da duração das tensões e de seu impacto no tráfego de energia através do Estreito de Ormuz.
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