O Governo português anunciou nesta segunda-feira a relançamento do concurso de concessão para o troço Oiã-Soure da linha de alta velocidade Porto-Lisboa, com um investimento estimado de até 1,6 mil milhões de euros e mais 600 milhões destinados a projetos e fiscalização. A resolução, publicada no Diário da República, marca uma nova fase após a anulação do primeiro concurso, que não recebeu propostas. Agora, a Infraestruturas de Portugal (IP) está autorizada a continuar com a Parceria Público-Privada (PPP2) para a conceção e construção deste importante trecho ferroviário.
O montante total do projeto, que será distribuído ao longo de 30 anos, soma cerca de 4,76 mil milhões de euros a preços correntes, com encargos que se iniciam em julho de 2026. Além do investimento principal, o governo conseguiu assegurar financiamento de aproximadamente 365,8 milhões de euros através do programa “Connecting Europe Facility” e planeja buscar mais 234 milhões através de novas candidaturas a fundos comunitários. O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, destacou que a alteração do traçado reduzirá a extensão do percurso em cerca de 11 quilômetros, otimizando o projeto.
O governo também autorizou uma despesa adicional de 360 milhões de euros para a implementação de sistemas de sinalização e segurança na linha de alta velocidade. Esses sistemas serão fundamentais para garantir a segurança e eficiência da nova linha, que inclui a construção de um túnel, 25 pontes e 18 conexões com a rede convencional. A combinação de fundos europeus, capital e receitas próprias da IP será utilizada para custear este investimento, que é considerado um passo crucial para o progresso do transporte ferroviário em Portugal.
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