A gestão eficiente dos recursos hídricos se tornou um tema central no debate sobre a agricultura sustentável, conforme destacado em um novo relatório do Banco Mundial, intitulado “Nutrir e Prosperar”. O documento enfatiza que a utilização otimizada da água na agricultura não é apenas uma questão de eficiência, mas uma necessidade crítica diante do crescimento populacional projetado de 2,2 bilhões de pessoas até 2050.
Os desafios relacionados ao aumento populacional e às mudanças climáticas têm colocado pressão sobre a produção de alimentos e a disponibilidade de água. O relatório revela que existem disparidades significativas no acesso e uso de recursos hídricos entre diferentes regiões do mundo, com partes da África Subsariana enfrentando subutilização de recursos enquanto regiões do Sul da Ásia lutam contra a superexploração de fontes já escassas.
O Banco Mundial também identifica que as decisões políticas e os investimentos desempenham um papel fundamental no desequilíbrio global na gestão da água e propõe que essas desigualdades podem ser corrigidas com soluções adaptadas à realidade de cada país. A irrigação sustentável é apontada como uma estratégia essencial, especialmente em regiões áridas, onde pode não apenas aumentar os rendimentos agrícolas, mas também gerar milhões de empregos.
Experiências de países como Jordânia, Nigéria e Turquia são citadas como exemplos de sucesso na implementação de práticas de irrigação sustentável, demonstrando que é possível mobilizar capital privado e aumentar a produtividade hídrica. O relatório conclui que, para garantir a segurança alimentar e promover um crescimento econômico sustentável, é fundamental que haja maior coordenação entre lideranças, incentivos voltados para o desempenho e inovação tecnológica na gestão de recursos hídricos.
Origem: Nações Unidas




