Uma pesquisa da Agência da ONU para Refugiados (Acnur) revelou que, caso as condições socioeconômicas na Venezuela melhorem, o país pode acolher mais de um terço dos venezuelanos que se viram forçados a deixar sua terra natal devido à crise e à violência. Atualmente, cerca de 6,9 milhões de venezuelanos residem em nações da América Latina e do Caribe, sendo que 4 milhões deles necessitam de assistência.
O estudo, realizado entre janeiro e março de 2023, entrevistou 1.288 migrantes em países como Brasil, Equador, Peru, Colômbia, Chile e Guatemala. A maioria dos participantes expressou o desejo de retornar ao seu país nos próximos 12 meses a cinco anos, com o reencontro familiar sendo a principal motivação para essa intenção. Contudo, apenas 9% dos respondentes acreditam que poderão voltar em um ano, enquanto dois terços ressaltaram que os motivos socioeconômicos e políticos, como a insegurança e a falta de serviços básicos, são barreiras significativas.
As comunidades que acolhem os venezuelanos apresentam vantagens, como segurança, melhores oportunidades de emprego e acesso a serviços essenciais, o que dificulta a decisão de retornar. Além disso, quase 60% dos entrevistados apontaram a falta de informação confiável como um obstáculo para o retorno. O Acnur enfatiza que o retorno deve ser sempre voluntário, seguro e digno, com ampla divulgação de informações sobre as condições no país.
Para apoiar os venezuelanos que continuam a enfrentar dificuldades, o Acnur anunciou a necessidade de US$ 328,2 milhões em financiamento para este ano, mas até agora apenas 12% desse valor foi arrecadado. A situação carece de atenção urgente, uma vez que muitos ainda aguardam por melhorias que possam permitir seu retorno ao lar.
Origem: Nações Unidas






