Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas informaram que estão em diálogo com o Governo da República Democrática do Congo sobre a grave situação de violência contra defensores dos direitos humanos perpetrada pelo grupo armado M23. Em um comunicado divulgado em Genebra, os especialistas expressaram preocupação com a quantidade de abusos ocorridos principalmente nas províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul.
Os relatos incluem tentativas de homicídio, sequestros, tortura, violência sexual e ameaças de morte, deixando as vítimas e suas famílias em um estado de terror contínuo. Recentemente, duas pessoas sequestradas foram torturadas após tentativas de denunciar a expulsão forçada de civis em Uvira, com seu paradeiro ainda desconhecido.
Activistas que trabalham na defesa dos direitos humanos, especialmente aqueles focados na comunidade LGBT, enfrentam intensa perseguição. Um dos casos mais alarmantes envolve uma defensora que foi sequestrada várias vezes e continua a ser alvo de ameaças. Outro ativista teve sua casa invadida por membros do grupo armado enquanto sua esposa foi agredida para que ele revelasse seu esconderijo.
Os especialistas enfatizaram que os defensores dos direitos humanos estão pagando um preço insustentável por seu trabalho. O M23 foi chamado a cessar imediatamente os ataques, com um lembrete de que o Estado é responsável por proteger seus cidadãos, mesmo quando as violações são cometidas por grupos armados.
Além disso, o comunicado pede ações efetivas para garantir que os defensores dos direitos humanos possam operar em um ambiente seguro. Os especialistas sublinharam que esses ativistas desempenham um papel fundamental na busca por justiça e paz, e que a sua silenciamento apenas atrasa a possibilidade de uma solução duradoura para os conflitos na região.
Origem: Nações Unidas






