Os resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC) de 2025, que analisou os rendimentos do ano anterior de 2024, trouxe à tona preocupantes dados sobre a situação económica de uma parte significativa da população portuguesa. De acordo com o estudo, 15,4% da população está em risco de pobreza, vivendo com um rendimento monetário líquido anual abaixo de 723 euros por mês por adulto equivalente. Essa concentração do rendimento na faixa inferior reflete uma desigualdade preocupante que persiste no país.
Além da questão da pobreza, os dados sobre o Coeficiente de Gini demonstram que os impostos diretos e as contribuições sociais obrigatórias têm desempenhado um papel crucial na diminuição dessa desigualdade, apresentando uma contribuição positiva e relativamente estável ao longo dos anos. Apesar disso, o valor do Coeficiente de Gini ainda indica uma considerável margem de melhoria.
Em 2023, Portugal registrou um dos mais altos índices S80/S20 dentro da União Europeia, o que revela a disparidade entre os rendimentos dos 20% mais ricos e os 20% mais pobres da população. Os impostos têm mostrado um impacto maior na redução da desigualdade quando comparados às transferências sociais, cujo desempenho ficou aquém da média europeia. Essa realidade sugere que, para uma efetiva mitigação das desigualdades, é essencial uma revisão das políticas sociais e fiscais, visando aumentar o suporte aos mais vulneráveis e garantir uma distribuição de rendimento mais equitativa.
Origem: Instituto Nacional de Estatística






