Quase 66% das mortes por ebola na República Democrática do Congo ocorreram em casa, longe das unidades de saúde, segundo a Organização Internacional para Migrações (OIM). Durante uma coletiva de imprensa, o diretor regional da OIM, Frantz Celestin, destacou os desafios persistentes em diagnóstico precoce, vigilância e acesso oportuno a cuidados de saúde.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já confirmou mais de 2 mil casos e 700 mortes nos países afetados pelo surto do vírus bundibugyo, com a maior parte dos casos ocorrendo na RD Congo. A média diária ultrapassa 40 novos casos, levando as agências a relatar um crescimento de quase 70% nos últimos 14 dias. Celestin enfatizou que as capacidades de vigilância são limitadas em várias áreas, dificultando a avaliação precisa da crise de saúde no país.
Além diperturbações sanitárias, a situação é ainda mais crítica devido à insegurança, processos de deslocamento e acesso restrito a serviços essenciais. Cerca de 150 mil deslocados internos vivem em assentamentos da OIM na parte oriental da RD Congo, enquanto outros 300 mil estão em comunidades vizinhas. O alastramento do surto para as províncias do norte, Haut-Uele e Tshopo, também acentua a necessidade de gerenciar a mobilidade interna relacionada a riscos à saúde pública.
Do outro lado da fronteira, o Uganda está prestes a declarar o fim de seu surto de ebola, entrando na contagem de 42 dias após o último caso confirmado ter testado negativo pela segunda vez. Esta contagem, que equivale a dois ciclos de incubação, é um passo importante antes que o surto seja considerado encerrado. O Uganda havia declarado a emergência em saúde pública em 15 de maio, registrando 20 casos e duas mortes até o último relatório.
Origem: Nações Unidas





