Em 2024, Portugal destacou-se como o quarto Estado-membro da União Europeia com a maior percentagem de pessoas incapazes de aquecer adequadamente as suas casas, apresentando uma taxa de 14,5%. Este número está significativamente acima da média da UE, que foi de 9,2%, de acordo com os dados divulgados pelo Eurostat nesta segunda-feira, 2 de fevereiro. Apesar desse cenário preocupante, Portugal experimentou uma redução notável de 5,9 pontos percentuais em relação aos 20,8% registrados em 2023.
Em contraste com a situação em Portugal, a média da União Europeia apresentou uma melhoria de 1,4 pontos percentuais em comparação com o ano anterior, quando 10,6% da população enfrentava dificuldades para manter suas casas aquecidas. Os dados mostram que a Bulgária e a Grécia lideram com os índices mais elevados, ambos com 19,0%, seguidas pela Lituânia (18,0%) e pela Espanha (17,5%). Neste contexto, as estatísticas apontam para uma necessidade urgente de políticas que abordem a questão da acessibilidade ao aquecimento nas habitações.
Por outro lado, países como a Finlândia, Polónia, Eslovénia, Estónia e Luxemburgo relataram as percentagens mais baixas de população incapaz de aquecer suas residências. A Finlândia, com apenas 2,7%, e a Polónia e a Eslovénia, ambas com 3,3%, destacam-se como modelos a serem seguidos. Estes dados ressaltam a importância de investimentos em infraestrutura e energia, bem como a necessidade de políticas sociais que garantam que todos os cidadãos tenham acesso a um lar aquecido e seguro.
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