No início deste mês, Marina Junqueira Airoldi e Rafael Bonfim, cofundadores do Instituto Nossa Casa, realizaram uma viagem transformadora a Nova Iorque para participar da 19ª Conferência dos Estados-Partes da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Os dois, que se conheceram em uma escola inclusiva no Brasil, têm trabalhado incansavelmente para melhorar a vida de pessoas que vivem com paralisia cerebral.
Durante a conferência, Marina e Rafael apresentaram o impacto de suas iniciativas, destacando que em uma década conseguiram atingir mais de 1,5 mil pessoas. Rafael, que nasceu com paralisia cerebral, e Marina, sua ex-colega de escola, encantaram o público ao compartilhar sua jornada, que começou como uma amizade escolar e se transformou em um esforço significativo por inclusão. “Valeu muito a pena sonhar”, destacou Rafael, refletindo sobre o caminho percorrido desde a sala de aula até a sede da ONU.
Uma das principais dificuldades enfrentadas no Brasil é a falta de dados estatísticos sobre pessoas com deficiência, o que dificulta a formulação de políticas públicas eficazes. A insuficiência de informações precisas se torna um obstáculo para garantir suporte e serviços adequados a esta população. O Instituto Nossa Casa trabalha para preencher essa lacuna, traduzindo conhecimento científico em formatos acessíveis para que famílias e indivíduos possam se beneficiar das informações.
Na conferência, os fundadores também perceberam que as barreiras enfrentadas no Brasil, como o capacitismo e as dificuldades de implementação de leis protetivas, são comuns a muitos outros países. A participação no evento proporcionou uma valiosa troca de experiências, permitindo que a iniciativa brasileira ganhasse visibilidade global e integrasse uma rede internacional de apoio.
Após três dias de discussões, Marina e Rafael retornaram ao Brasil com novas energias e projetos em mente, com a ambição de expandir sua rede e colaborar em nível global. Reconhecendo que cerca de 16% da população mundial vive com alguma forma de deficiência, eles afirmam que a busca por inclusão e acessibilidade é um sonho que deve ser compartilhado por todos.
Origem: Nações Unidas





