A Caixa Geral de Depósitos (CGD) recebeu um expressivo número de pedidos de moratórias desde o início do ano, totalizando cerca de mil solicitações que somam quase 100 milhões de euros, em razão dos impactos severos do mau tempo. O presidente executivo do banco, Paulo Macedo, destacou que 98% dos pedidos foram aceitos, com 1.049 moratórias concedidas, sendo a maioria relacionada a créditos habitacionais e outra parte significativa destinada a empresas. A situação revela a preocupação das famílias e negócios que lutam para se estabilizar após eventos climáticos adversos.
Além das moratórias, a CGD também registrou um aumento na demanda por ajustes nas condições dos cartões de crédito e reforço das contas correntes das empresas. Estas solicitações visam auxiliar na gestão de tesouraria, destacando as difíceis circunstâncias financeiras que muitos enfrentam atualmente. Macedo afirmou que, após a liberação de recursos pelas seguradoras e o apoio do governo, o banco público planeja lançar novas linhas de crédito de médio e longo prazo, visando proporcionar maior liquidez aos seus clientes.
O presidente da CGD ainda ressaltou a necessidade de prolongar o prazo das moratórias, atualmente estipulado em três meses, para atender melhor aqueles que foram duramente atingidos. Ele sugeriu que Portugal deveria desenvolver “fundos catastróficos” para lidar com as consequências das alterações climáticas, considerando que uma grande parte das residências afetadas não possuía seguro multirriscos. Com a recente aprovação de medidas extraordinárias, a CGD pretende disponibilizar 300 milhões de euros para apoiar diretamente as famílias e empresas impactadas pela depressão Kristin, intensificando o seu papel como agente de suporte em momentos de crise.
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