Nesta quinta-feira, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu para discutir a situação no Irã, destacando as consequências potenciais para a paz e a segurança internacionais. A convocação da reunião de emergência foi feita a pedido dos Estados Unidos e ocorreu em meio a um cenário de intensos protestos que resultaram em centenas de mortes, feridos e detenções.
Durante a sessão, a secretária-geral assistente da ONU para África, Martha Pobee, expressou a grave preocupação com a instabilidade no país, ressaltando que a situação é “profundamente preocupante”. Ela também mencionou declarações públicas que poderiam sugerir eventuais ataques militares contra o Irã, o que poderia agravar ainda mais a crise.
Os protestos, que começaram em dezembro, foram motivados pelo aumento dos preços dos alimentos e pela desvalorização da moeda iraniana. Durante as manifestações, inicialmente pacíficas, as autoridades impuseram um rigoroso bloqueio de comunicações, o que dificultou o fluxo de informações sobre as ocorrências no país. As forças de segurança foram acusadas de usar força excessiva contra os manifestantes, e relatos indicam que barreiras de concreto foram erguidas ao redor dos centros urbanos.
Além disso, o governo iraniano anunciou medidas drásticas, alegando que estava agindo contra “terroristas organizados” que teriam infiltrado os protestos. Organizações de direitos humanos denunciaram prisões em massa, citando entre 18 mil detidos até meados de janeiro, embora a ONU tenha relatado dificuldades em verificar esses números de forma independente. A ONU também fez um chamado para uma investigação sobre as mortes ocorridas durante os protestos e manifestou preocupação com a possível aplicação da pena de morte a manifestantes.
A comunidade internacional observa com apreensão o desenrolar dos eventos no Irã, enquanto o Conselho de Segurança busca caminhos para promover a estabilidade e a proteção dos direitos humanos no país.
Origem: Nações Unidas






