Nesta segunda-feira, o Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para discutir as tensões entre a Venezuela e os Estados Unidos, em resposta a uma solicitação feita pela Colômbia. A reunião se dá em um momento crítico, após uma ação militar realizada pelos Estados Unidos no último sábado, que resultou na prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cília Flores, em Nova Iorque.
A subsecretária-geral para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, representou o secretário-geral António Guterres durante o encontro e enfatizou a necessidade de respeitar os princípios fundamentais estabelecidos na Carta das Nações Unidas, citando a importância da soberania e da integridade territorial. DiCarlo destacou que em situações de incerteza como a atual, o respeito às normas internacionais é crucial para garantir a paz e a segurança.
O governo venezuelano, por sua vez, caracterizou as ações dos Estados Unidos como um ato de agressão militar, violando a soberania do país e representando uma ameaça à estabilidade internacional. Em apoio à Venezuela, tanto a China quanto a Rússia manifestaram seu respaldo, e o país apresentou formalmente um pedido de reunião ao Conselho.
Durante a sessão, DiCarlo ressaltou a importância de um diálogo inclusivo e democrático, convidando todos os setores da sociedade venezuelana a participarem na construção do futuro do país. A ONU alertou para os perigos de uma escalada de instabilidade na Venezuela e seu possível impacto nas relações regionais.
Os representantes da sociedade civil presentes na reunião incluíram o economista Jeffrey Sachs e a ativista Merchy Freitas, ambos trazendo à tona a necessidade de garantir os direitos humanos e a participação popular no processo de transformação política.
A situação permanece volátil, e a comunidade internacional aguarda desenvolvimentos sobre como os eventos recentes moldarão as futuras relações entre a Venezuela e os Estados Unidos.
Origem: Nações Unidas





