Em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, a subsecretária-geral para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, apresentou um informe alarmante sobre a situação na Ucrânia. A reunião segue novos ataques da Rússia, ocorridos nas últimas quinta e sexta-feiras, em que as forças russas utilizaram 242 drones e 36 mísseis contra várias cidades ucranianas, incluindo Lviv, que foi atingida por um míssil hipersônico.
DiCarlo destacou que o início do novo ano não trouxe paz para a Ucrânia, mas significou a continuidade dos combates e da destruição. Ela descreveu os ataques como parte de um padrão preocupante que se agrava ainda mais em meio a condições climáticas severas, que exigem aquecimento para a população.
O informe da ONU revelou que o número de civis mortos desde o início da invasão em fevereiro de 2022 é alarmante, com uma estimativa de 14.999 mortes, incluindo 763 crianças, e aproximadamente 40.601 civis feridos, dos quais 2.486 são crianças. O Escritório para os Direitos Humanos alertou que os números reais podem ser ainda maiores, tornando 2025 o ano mais mortal para os civis ucranianos desde 2022.
DiCarlo mencionou que o sofrimento gerado pelo conflito é “incalculável” e que a guerra, que nunca deveria ter acontecido, resultou em graves consequências econômicas e instabilidade na região e fora dela. Ramesh Rajasingham, diretor da Divisão de Coordenação do Escritório de Assistência Humanitária, abordou o impacto devastador dos ataques a instalações civis, especialmente a infraestrutura energética, que afeta o fornecimento de eletricidade, aquecimento e água, em um contexto de frio intenso.
Além disso, em Kyiv, mais de 20 civis, incluindo profissionais de saúde e socorristas, foram feridos em ataques a instalações de saúde, com registros da Organização Mundial da Saúde de 11 incidentes desse tipo, resultando em duas mortes e 14 feridos. Rajasingham enfatizou a necessidade urgente de medidas concretas para proteger a população e garantir que os serviços de emergência possam continuar operando durante o inverno rigoroso.
Origem: Nações Unidas





