Entre maio e julho, o indicador de confiança dos Consumidores experimentou um crescimento significativo, recuperando-se após uma queda acentuada nos meses anteriores, especialmente em março, quando registrou seu menor valor em abril desde novembro de 2023. Esta recuperação é atribuída a percepções otimistas em relação ao futuro da economia do país, a situação financeira das famílias e o aumento nas compras de itens considerados importantes. No entanto, as opiniões sobre a situação financeira passada das famílias apresentaram um saldo negativo, refletindo uma certa preocupação.
Em relação aos preços, o saldo de avaliações sobre sua evolução passada diminuiu nos últimos três meses, após ter atingido em abril o maior aumento desde maio de 2008. As expectativas sobre o futuro dos preços também mostraram uma queda entre abril e julho, seguindo três meses de alta, onde março registrou os números mais altos desde março de 2022.
O clima econômico, por sua vez, apresentou uma ligeira queda em julho, após dois meses de crescimento. No setor da Construção e Obras Públicas, o indicador aumentou, impulsionado por previsões positivas de emprego e o desempenho da carteira de encomendas. A Indústria Transformadora também observou um leve aumento em julho, com contribuições favoráveis de produção. Em contraste, o indicador de confiança no Comércio registrou uma diminuição, com opiniões sobre vendas e previsões de atividades futuras que revelaram uma perspectiva negativa. Da mesma forma, o setor de Serviços também viu uma queda em sua confiança, influenciada pelas expectativas em relação à carteira de encomendas e à demanda.
Além disso, as expectativas dos empresários sobre os preços de venda apresentaram uma diminuição geral em todos os setores analisados, incluindo Comércio, Indústria Transformadora, Serviços e Construção. Esse cenário sugere uma cautela crescente entre os empresários em relação à dinâmica dos preços nos próximos meses.
Origem: Instituto Nacional de Estatística





