A Cloudflare e a Mastercard uniram forças em uma nova iniciativa que visa fortalecer a segurança cibernética para pequenas empresas, infraestruturas críticas e instituições governamentais. Essa colaboração surge em um cenário onde os atacantes estão se tornando cada vez mais rápidos e organizados, enquanto muitas organizações lutam para se adaptar às novas ameaças.
A aliança não se apresenta como um produto pronto para uso, mas sim como uma “folha de rota” que integra capacidades de monitoramento de superfície de ataque da Mastercard, através de suas plataformas Recorded Future e RiskRecon, com a carteira de segurança de aplicativos da Cloudflare. O principal objetivo é permitir que as organizações descubram quais ativos estão expostos na internet, priorizem riscos e ativem proteções em um ambiente unificado, sem precisar se transformar em um centro de operações de segurança (SOC) do dia para a noite.
A proposta responde à realidade de que, para pequenas e médias empresas, prefeituras e operadoras de infraestrutura crítica, o risco de ataque não se restringe a um único servidor ou site corporativo. A segurança agora também é afetada por fornecedores externos, serviços terceirizados e a névoa da “shadow IT”, onde ativos não inventariados ficam vulneráveis.
Uma das inovações mais notáveis da aliança é o desenvolvimento de um sistema de “visibilidade contínua”, que fornece uma avaliação atualizada da postura de cibersegurança, utilizando um sistema de classificação similar a uma nota escolar que vai de A a F. Essa metodologia visa identificar as prioridades com base na criticidade dos ativos, permitindo um foco mais eficaz na remediação de riscos.
O diretor do órgão nacional de cibersegurança da Romênia, Dan Cimpean, ressaltou que a segurança de infraestruturas críticas depende tanto de tecnologia quanto de coordenação. Ele enfatizou que, em economias cada vez mais dependentes de redes digitais, a resiliência requer colaboração entre o setor público e privado, além de parcerias internacionais.
O papel da Mastercard neste contexto é relevante, uma vez que a empresa vem expandindo sua atuação em inteligência e avaliação de riscos digitais. Ao mesmo tempo, a Cloudflare se consolidou como uma plataforma que combina segurança e conectividade para aplicações voltadas à internet.
Com a orientação para modelos mais operacionais, a segurança cibernética passa a se focar mais na capacidade de descobrir, priorizar e remediar riscos de forma rápida, especialmente para organizações que não têm a disposição de manter equipes de resposta 24/7.
Por fim, embora a proposta tenha um potencial significativo para democratizar práticas de segurança antes acessíveis apenas a grandes corporações, seu sucesso dependerá da eficácia da integração, da precisão das descobertas e da automação segura, enfrentando a complexidade dos ambientes híbridos que são comuns atualmente.





