O Banco Popular da China (BPC) decidiu, de acordo com as previsões do mercado, manter a taxa de juro de referência em 3% pelo décimo mês consecutivo. Com essa decisão, a instituição reafirma sua postura cautelosa em um contexto econômico desafiador, onde as restrições impostas pelas políticas de “zero covid” ainda reverberam na recuperação econômica do país. A manutenção da taxa pode ser vista como uma tentativa de estabilizar o ambiente financeiro e fomentar o crescimento, ao mesmo tempo que evita possíveis bolhas no mercado.
A taxa preferencial de empréstimo (LPR) a um ano continuará a ser utilizada como referência para o custo de novos empréstimos, principalmente para empresas, além de influenciar contratos com taxa variável. A LPR de cinco anos ou mais, que serve como parâmetro para o crédito habitacional, também permanecerá em 3,5%. Especialistas sugerem que, embora o BPC tenha espaço para cortes de juros devido a decisões da Reserva Federal dos Estados Unidos, a instituição optou por uma abordagem conservadora, focando na estabilidade do yuan e evitando complicações adicionais no cenário financeiro.
A atual crise no setor imobiliário é um dos principais fatores limitantes da recuperação econômica chinesa. Economistas apontam que a combinação de fraca demanda interna e externa, riscos de deflação e estímulos econômicos insuficientes contribui para um panorama de incertezas. A falta de confiança por parte de consumidores e empresas, juntamente com a pressão das disputas comerciais com os Estados Unidos, sugere que uma recuperação robusta da economia chinesa pode ainda estar distante.
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