O alto comissário para os Direitos Humanos, Volker Turk, emitiu um forte apelo para que sejam evacuados os ocupantes de assentamentos na Cisjordânia e exigiu o fim imediato da ocupação israelense, após o recente pacote de medidas aprovado pelo gabinete de segurança de Israel, que visa expandir a expropriação de terras. Segundo Turk, essas ações fazem parte de uma série de decisões que visam anexar terras palestinas, em clara violação do direito à autodeterminação do povo palestino.
Turk destacou que as iniciativas israelenses constituem mais um passo para inviabilizar a criação de um Estado palestino, salientando que, caso sejam implementadas, levarão a uma perda acentuada de posses para os palestinos e à sua transferência forçada, resultando na criação de assentamentos israelenses considerados ilegais pela comunidade internacional. Ele enfatizou que essas decisões também despojam a Autoridade Palestina de seus poderes, restringindo ainda mais o acesso dos palestinos a recursos naturais e à plena realização de outros direitos humanos.
Além disso, o alto comissário chamou a atenção para o fato de que os Acordos de Oslo conferem à Autoridade Palestina a administração das áreas A e B da Cisjordânia, e as atuais diretrizes não só violam a lei da ocupação, mas também alteram a legislação que permite a aquisição de terras nessas zonas por autoridades e indivíduos israelenses. Isso, segundo Turk, reforça o controle de Israel sobre a Cisjordânia e contribui para a anexação ilegal da região.
O relatório do alto comissário também menciona o controle administrativo israelense sobre locais sagrados, como o Túmulo de Raquel em Belém, e as implicações dessas medidas para o planejamento e construção em áreas de importância cultural, acentuando a maneira como os direitos territoriais e culturais dos palestinos estão sendo sistematicamente violados. Em um contexto de crescente violência, expulsões e demolições, a ONU alerta sobre as ações em andamento que buscam mudar permanentemente a demografia do território palestino, colocando em risco a vida e os direitos de seu povo.
Origem: Nações Unidas






