A fome global apresentou uma leve diminuição pelo terceiro ano consecutivo em 2025, atingindo uma taxa de 7,8% da população mundial, conforme divulgado no relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026”, elaborado por cinco agências da ONU. No entanto, as melhorias ainda são consideradas frágeis e desiguais entre os países, levantando preocupações sobre o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030.
Segundo os dados, aproximadamente 645 milhões de pessoas enfrentam a fome em 2025, o que representa uma redução de 14 milhões em relação ao ano anterior. Contudo, a prevalência da desnutrição nos países de língua portuguesa revela grandes disparidades, com São Tomé e Príncipe apresentando os índices mais alarmantes. Atualmente, 25,8% da população global vive em situação de insegurança alimentar, uma leve queda em relação a anos anteriores, mas ainda superior aos números pré-pandemia.
Os dados do relatório também sinalizam que a nutrição materna e infantil continua a ser uma preocupação significativa, uma vez que a anemia entre mulheres na faixa etária de 15 a 49 anos está aumentando. Somente 30,8% das crianças entre 6 e 23 meses consomem uma dieta minimamente diversificada, enquanto 150 milhões de crianças menores de cinco anos ainda apresentam atrasos de crescimento.
Além disso, o custo de uma dieta saudável aumentou, o que representa um desafio significativo, especialmente em regiões como a África, onde mais de 66% da população não consegue arcar com os preços elevados. As projeções para os próximos anos não são otimistas, já que conflitos e mudanças climáticas podem agravar ainda mais a insegurança alimentar.
Autoridades da FAO destacam a necessidade de fortalecer os sistemas agroalimentares para melhor atender às populações vulneráveis em face de crises crescentes. O relatório enfatiza que, apesar do progresso, a luta contra a fome ainda enfrenta muitos obstáculos, necessitando de ações mais robustas e coordenadas entre os países.
Origem: Nações Unidas






