Em 2024, Portugal registou um total de 119.046 mortes, um aumento de 0,1% em relação ao ano anterior, que contabilizou 118.947 óbitos. Deste total, 118.396 foram de residentes no país, representando 99,5% do total, enquanto 650 mortes (0,5%) foram de residentes no estrangeiro.
As principais causas de morte continuaram a ser as doenças do aparelho circulatório e os tumores malignos, que juntos somaram quase metade da mortalidade total. As doenças do aparelho circulatório causaram 30.055 óbitos, correspondendo a 25,4% das mortes de residentes, sendo que os acidentes vasculares cerebrais se destacaram como a principal causa, com 9.007 mortes, seguidos pelas doenças isquémicas do coração, que provocaram 6.470 óbitos.
No que diz respeito aos tumores malignos, 2024 registou 28.280 mortes relacionadas a estas doenças, com os tumores da traqueia, brônquios e pulmão a serem a causa de 4.488 falecimentos. Além disso, os tumores do cólon, reto e ânus representaram 3,0% da mortalidade em residentes, com 3.564 óbitos, o que representa uma diminuição de 2,1% em comparação ao ano anterior.
As doenças do aparelho respiratório também contribuíram significativamente para os números de mortalidade, com 14.022 óbitos, um aumento de 7,0% em relação ao ano passado. Este aumento refletiu-se em uma elevação da taxa de mortalidade, que passou de 123,9 para 131,1 por 100 mil habitantes. Aproximadamente 26% deste aumento foi associado a mortes por pneumonia, que causou 5.283 mortes durante o ano. As autoridades de saúde destacam a importância de continuar a monitorizar essas tendências e promover campanhas de prevenção e educação em saúde.
Origem: Instituto Nacional de Estatística






