A luta contra o trabalho infantil enfrenta desafios significativos, como a falta de educação de qualidade e questões de proteção social. Em entrevista à ONU News, Vera Paquete-Perdigão, diretora de Governação e Tripartismo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), destacou os esforços de nações lusófonas que têm investido em ações para combater essa prática. Paquete-Perdigão citou o Brasil, que implementou a Bolsa Escola como incentivo à educação, e Cabo Verde, que oferece cobertura de proteção social para evitar que crianças ingressem no mercado de trabalho. Além disso, mencionou Angola, que está focada na conscientização comunitária sobre a importância da escolarização em vez do trabalho infantil.
A representante da OIT ressaltou a necessidade de envolver governos e parceiros sociais, como empregadores e sindicatos, nas iniciativas para erradicar o trabalho infantil, especialmente em setores informais. Ela expressou a importância de conhecer quais setores empregam crianças, apontando que 61% das crianças trabalhadoras estão na agricultura, muitos em condições informais.
Na próxima semana, o assunto será debatido em um painel sobre trabalho infantil na agricultura, dentro da 6ª Conferência Global sobre a Eliminação do Trabalho Infantil, que ocorrerá em Marrakech, Marrocos. Com aproximadamente 138 milhões de crianças atualmente envolvidas em trabalho infantil, cerca de 54 milhões enfrentam atividades que colocam sua saúde e segurança em risco, a necessidade de ação global se torna ainda mais urgente.
Origem: Nações Unidas





