No dia 7 de abril, em comemoração ao Dia Mundial da Saúde, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou uma nova edição da publicação “Estatísticas da Saúde”, com foco principalmente em indicadores referentes ao ano de 2024. Os dados revelam significativas recuperações nas atividades hospitalares após os impactos da pandemia.
Entre os principais resultados, destaca-se que, em 2024, a atividade hospitalar continuou a se recuperar, com recordes em consultas médicas, cirurgias e atos complementares de diagnóstico e/ou terapêutica, os quais atingiram os maiores números desde 1999. Além disso, foi a primeira vez que o número de internamentos superou os índices registrados em 2019, embora os atendimentos em serviços de urgência tenham permanecido ligeiramente abaixo dos níveis pré-pandemia.
Os hospitais públicos e as instituições de parceria público-privada mantiveram-se como os principais fornecedores de serviços de saúde, responsáveis por uma expressiva porcentagem dos atos no sistema, incluindo 85,1% dos diagnósticos complementares, 79,9% dos atendimentos de urgência, 73,5% das cirurgias e 73,0% dos internamentos. No que se refere às consultas médicas, mais de 60% foram realizadas por hospitais do setor público, com os hospitais privados cobrindo uma parte significativa representando 37,6%.
Ainda em relação à saúde da população, a proporção de pessoas com 16 anos ou mais que relataram limitações em atividades habituais devido a problemas de saúde atingiu 23,8% em 2025. A expectativa de vida aos 65 anos era de 22,7 anos para mulheres e 19,2 anos para homens em 2023. No entanto, problemas de saúde reduziram em quase 13 anos a expectativa de vida saudável, com um impacto maior sobre as mulheres.
Adicionalmente, o modelo de Avaliação de Ansiedade Generalizada (GAD-2) apontou um aumento significativo de 39,4% na população com 16 anos ou mais apresentando sintomas de ansiedade generalizada em 2025, comparado a 32,0% no ano anterior. As informações completas podem ser consultadas na publicação disponível no site do INE.
Origem: Instituto Nacional de Estatística





