No dia 15 de janeiro, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) sediou a sessão “Capacitação em Ciber-Resiliência na Região do Douro”, parte do projeto C-Network (C3N), que é financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Essa iniciativa busca aumentar a maturidade e a capacidade de cibersegurança das organizações na região. O evento, realizado em colaboração com o Centro de Estudos e Investigação de Segurança e Defesa de Trás-os-Montes e Alto Douro (CEISDTAD) e a Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro), reuniu diversos representantes de entidades públicas e privadas, além de especialistas e decisores.
Durante a sessão, João Pavão, docente da UTAD, destacou a centralidade da gestão de risco na cibersegurança. Ele enfatizou a importância da capacitação nesta área, considerando-a “essencial e vital” para as instituições atuais. Pavão mencionou as consequências devastadoras dos ciberataques, especialmente para pequenas e médias empresas, e enumerou as potenciais implicações, como a interrupção de serviços, roubo de dados e até falências. “A capacidade de sofrer um ataque, resistir e recuperar a continuidade do negócio é vital”, disse.
O professor também ressaltou o papel da UTAD como um centro de conhecimento científico em cibersegurança, mencionando que a universidade tem se dedicado a essa área por cerca de dez anos. Ele explicou que o projeto C-Network foi fundamental para transferir esse conhecimento para a prática, criando condições operacionais que possibilitam a aplicação direta em organizações.
Na abertura do evento, o coordenador do projeto, António Pinto, junto com o Pró-Reitor da UTAD para os Sistemas de Informação, Frederico Branco, e o Secretário Executivo da CIM Douro, João Rodrigues, concordaram que a cibersegurança deve ser uma prioridade estratégica. Pinto detalhou que o consórcio C3N tem como meta apoiar 514 entidades, fortalecendo suas capacidades de resposta a incidentes cibernéticos, com recursos do PRR e sem custo para as organizações beneficiadas. Ele expressou que a receptividade da iniciativa tem sido “muito positiva”, especialmente quando as entidades reconhecem o valor do apoio técnico especializado.
Frederico Branco afirmou que a cibersegurança deve ser vista como um investimento, não como um custo, enquanto João Rodrigues ressaltou a relevância da iniciativa, lembrando que a CIM Douro já foi alvo de dois ataques informáticos no passado.
Durante o evento, foram discutidos temas como as ameaças decorrentes da instabilidade geopolítica, o impacto dos ataques cibernéticos nas pequenas e médias empresas e na economia, além de aspectos cruciais da cibersegurança, incluindo a avaliação e gestão de risco nas organizações. A iniciativa integrou um programa de sessões que incentivou a reflexão e a troca de conhecimento entre especialistas e instituições da região.
Origem: UTAD






