A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, Unesco, expressou sua preocupação com o crescimento das restrições ao acesso à internet promovidas por governos, especialmente em contextos de instabilidade política. A agência condena veementemente quaisquer ações que impeçam os cidadãos de exercerem seu direito à informação. Dados da Unesco mostram um aumento alarmante nas interrupções de internet nos últimos anos, com 2024 sendo registrado como o ano mais crítico desde 2016, segundo a organização Access Now. Desde o início de 2026, interrupções massivas têm sido observadas em países que vivenciam grandes protestos ou processos eleitorais.
A Unesco alerta para os perigos das desconexões de internet, enfatizando a necessidade de políticas que melhorem o acesso, ao invés de imporem barreiras. O acesso à informação é reconhecido como parte do direito universal à liberdade de expressão e é fundamental para a realização de outros direitos humanos, incluindo educação, liberdade de associação e a participação em esferas sociais, culturais e políticas. As interrupções na conectividade, de acordo com a Unesco, prejudicam a integridade do ecossistema informativo, contribuindo para a propagação de informações não verificadas e potencialmente nocivas.
Essas interrupções têm um impacto severo sobre jornalistas e profissionais da comunicação, comprometendo a transmissão de informações verificadas e fiáveis. A Unesco apelou a governos para que garantam os direitos democráticos, especialmente durante crises, utilizando a internet e plataformas digitais para facilitar a comunicação, em vez de restringi-la. A posição da Unesco foi reafirmada em várias ocasiões, incluindo durante o Dia Internacional para o Acesso Universal à Informação em 2023 e no Fórum Político de Alto Nível de 2024.
Origem: Nações Unidas






