A Ucrânia enfrenta novos e devastadores ataques que resultaram em várias vítimas entre civis e graves danos a infraestruturas críticas nas regiões de Dnipro, Odessa e Zaporizhzhia. De acordo com os dados da ONU, cerca de 2 milhões de pessoas estão sem eletricidade em um inverno rigoroso, com temperaturas que chegaram a -18 graus Celsius em algumas áreas do país.
Recentemente, um míssil hipersônico Oreshnik, com capacidade nuclear, foi lançado durante um ataque na região de Lviv, intensificando a já crítica situação de segurança. A Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou, em apenas alguns dias deste ano, nove ataques a serviços de saúde, resultando em duas mortes e onze feridos, incluindo um paramédico que perdeu a vida enquanto tentava salvar vítimas em Kyiv. Em um incidente separado, na cidade portuária de Odessa, múltiplos cidadãos foram mortos ou feridos, e serviços essenciais de energia e água foram severamente afetados.
Em resposta, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, manifestou a intenção de solicitar uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU. As autoridades locais já declararam estado de emergência, uma vez que as interrupções nos serviços básicos, incluindo comunicações e transporte, colocam em risco os cidadãos mais vulneráveis, como idosos e famílias com crianças.
Matthias Schmale, coordenador da ONU na Ucrânia, destacou a gravidade da situação, enfatizando que os ataques indiscriminados a civis e infraestruturas essenciais vão contra as leis do direito internacional humanitário. Desde o início do conflito em 2022, os episódios de violência têm se intensificado, com os maiores atentados registrados em cidades como Kryvyi Rih e Dnipro, preocupando ainda mais a comunidade internacional com o impacto humanitário da guerra.
Origem: Nações Unidas





