No primeiro trimestre de 2026, dados revelam que uma significativa parcela de pessoas que estavam desempregadas no final de 2025 ainda permanecia nessa condição. Conforme as estatísticas, 61,1% dos 199,3 mil desempregados do quarto trimestre de 2025 não conseguiram se reinserir no mercado de trabalho, enquanto 22,5% conseguiram um emprego e 16,4% optaram por se tornar inativos.
Entre os homens desempregados, 25,1% (37,1 mil) conseguiram transitar para o emprego, em comparação a 20,4% (36,3 mil) das mulheres. O quadro de transição para o emprego variou conforme a duração do desemprego. Dos desempregados de curta duração, 27,1% (56,6 mil) conseguiram emprego, assim como 12% (13,1 mil) dos inativos que pertencem à “força de trabalho potencial”.
Por outro lado, 9,3% (73,7 mil) das pessoas que atuavam como autônomos conseguiram um trabalho por conta de outrem. No mesmo contexto, 22,6% (147,8 mil) dos trabalhadores com contrato a termo passaram a ter um contrato sem termo.
No que diz respeito ao trabalho em regime de tempo parcial, 19,8% (87,0 mil) dos empregados que ocupavam essas posições no quarto trimestre de 2025 passaram a trabalhar em tempo integral no início de 2026. Em termos de mudanças de emprego, 3,2% (164,0 mil) dos trabalhadores mantiveram-se empregados, porém mudaram de função.
Adicionalmente, entre a população jovem de 16 a 34 anos que estava sem emprego nem envolvida em atividades educacionais no final de 2025, 18,4% (34,2 mil) conseguiram uma colocação no emprego, enquanto 15% (27,8 mil) decidiram retornar ao ensino ou à formação. Esses números indicam um leve avanço na reintegração de desempregados e jovens inativos ao mercado de trabalho, refletindo esforços em políticas de emprego e formação profissional.
Origem: Instituto Nacional de Estatística






