O saldo dos ataques no Líbano, ocorridos em 8 de abril, resultou em mais de 300 mortos e 1,1 mil feridos, configurando uma das escaladas mais violentas do conflito recente. Diante dessa tragédia, agências humanitárias estão intensificando suas respostas emergenciais, com alerta do Programa Mundial de Alimentos (WFP) sobre o rápido agravamento da crise de segurança alimentar no país.
As autoridades de saúde libanesas, respaldadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), confirmaram que o sistema de saúde de Beirute está à beira do colapso. O representante da OMS, Abdinasir Abubakar, destacou que hospitais de referência, como o Rafik Hariri e o Azara, já operam acima de sua capacidade máxima. Ele advertiu que, no caso de novos ataques com múltiplas vítimas, não será possível garantir atendimento adequado nessas unidades.
Os desafios de movimentação, aliado ao aumento vertiginoso dos preços dos alimentos, têm reduzido drasticamente os estoques das agências humanitárias, que aguardam a chegada de comboios para a entrega de assistência essencial. A director do WFP no Líbano, Allison Oman, ressaltou que trajetos que anteriormente levavam poucas horas agora estão ultrapassando 15 horas, comprometendo a segurança das operações.
Familiares das vítimas e as crianças enfrentam uma realidade devastadora. Desde 2 de março, aproximadamente 600 menores libaneses foram mortos ou feridos em bombardeios intensivos, segundo o Fundo da ONU para a Infância (Unicef). A agência ampliou sua resposta frente ao crescente número de necessidades emergenciais. Mais de 1 milhão de pessoas já foram desalojadas, muitas tendo que fugir repetidas vezes em resposta à escalada da violência. A porta-voz da Agência da ONU para Refugiados, Eujin Byun, relatou que os recentes ataques realizados por Israel atingiram cerca de 100 localidades em frações de minutos, devastando áreas densamente povoadas e que abrigavam famílias deslocadas.
Origem: Nações Unidas





