As tempestades que atingiram Portugal entre janeiro e fevereiro deixaram um rastro de destruição, com aproximadamente 237 mil habitações afetadas, conforme aponta um estudo do Impact Center for Climate Change (ICCC) da Fidelidade. Dentre as casas danificadas, mais da metade, ou cerca de 122 mil, não conta com seguro multirriscos, que ofereceria cobertura para desastres naturais como tempestades e inundações. Esta situação levanta preocupações sobre a vulnerabilidade de muitos lares em face das mudanças climáticas.
De acordo com o estudo analisado pelo jornal Expresso, a depressão ‘Kristin’ se destacou por afetar mais de 30% das residências em 12 concelhos, um impacto quatro vezes maior do que o causado pela tempestade “Leslie” em 2018. Nos municípios de Leiria e Marinha Grande, entre 60% e 70% das casas sofreram danos significativos. Os dados evidenciam a necessidade urgente de ações efetivas para lidar com os desastres naturais, que se tornaram cada vez mais frequentes.
Rui Esteves, coordenador do ICCC, ressalta que a destruição causada pela tempestade proporciona uma oportunidade de reconstruir as habitações de forma mais resistente. Ele alerta que as técnicas de construção atuais não estão adequadas para enfrentar ventos de 200 km/h, o que poderia levar a um aumento de danos em futuras tempestades. Esteves defende a adoção de um novo conceito de “reconstruir melhor”, enfatizando que é essencial não apenas restaurar o que foi perdido, mas também implementar melhorias estruturais que garantam maior segurança e resiliência para as habitações em todo o país.
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