Em setembro de 2026, a variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) em Portugal registrou um aumento de 3,6%, superando em 0,3 pontos percentuais a taxa do mês anterior. Este crescimento é atribuído, em grande parte, ao aumento dos preços dos combustíveis, que impactaram diretamente a inflação no país. O indicador referente à inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, teve uma variação homóloga de 2,7%, ligeiramente acima dos 2,6% registrados em agosto.
No que diz respeito aos produtos energéticos, a variação do índice foi de 15,3%, uma elevação significativa em comparação aos 12,2% do mês anterior. Além disso, os preços dos produtos alimentares não transformados apresentaram uma variação de 3,7%, subindo de 3,4% em agosto.
No âmbito mensal, o IPC observou uma variação de 1,2%, enquanto que no mês anterior não houve variação. A média dos últimos doze meses do IPC ficou em 2,8%, marcando um leve aumento em relação aos 2,7% do mês anterior.
O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) também manteve a variação homóloga de 3,6%, mesma taxa do mês anterior, porém 0,2 pontos percentuais abaixo do valor estimado pelo Eurostat para a área do Euro. Em agosto, o IHPC português havia registrado uma taxa superior em 0,4 pontos percentuais à média da zona euro.
Excluindo os produtos alimentares não transformados e energéticos, o IHPC atingiu uma variação homóloga de 2,7% em setembro, uma leve diminuição em relação aos 2,9% de agosto, mas ainda assim, superior à média da área do Euro, que foi estimada em 2,2%.
Finalmente, o IHPC apresentou uma variação mensal de 1,0%, um aumento em relação ao 0,3% registrado no mês anterior, além de uma média dos últimos doze meses que se situou em 2,8%, um crescimento frente aos 2,6% do mês prévio.
Origem: Instituto Nacional de Estatística





