As consequências da guerra no Oriente Médio estão se espalhando rapidamente, alertou Tom Fletcher, subsecretário-geral de Assistência Humanitária da ONU, em uma coletiva de imprensa realizada nesta semana. A violência, que se intensifica e ultrapassa as fronteiras, tem provocado deslocamentos em massa e choques econômicos significativos, resultando em um momento de grave perigo para milhões de pessoas. Sem um apoio adicional, Fletcher enfatizou que a previsão é de que muitas vidas sejam perdidas nos próximos dias.
O apelo da ONU por US$ 23 bilhões, feito em dezembro para ajudar 87 milhões de indivíduos vulneráveis ao redor do mundo, até agora foi atendido apenas em um terço. Para que as operações humanitárias possam continuar, são necessários mais US$ 14 bilhões. Entre os locais mais críticos, Gaza e Sudão se destacam, sendo que o conflito no Oriente Médio já custou cerca de US$ 1 bilhão por dia, o que poderia ter alimentado e salvo muitas vidas se o financiamento estivesse disponível.
Além das crescentes necessidades humanitárias, a situação se agrava pela questão do Estreito de Ormuz, uma passagem crucial que representa 20% do petróleo global. O fechamento desta rota já causou um aumento significativo nos preços dos combustíveis, alimentos, energia e fertilizantes em todo o mundo. Fletcher expressou preocupação de que a escalada do conflito possa comprometer ainda mais outras rotas de abastecimento, impactando, especialmente, áreas de urgência na África Subsaariana.
Reiterando o compromisso da ONU, Fletcher assegurou que a organização não se afastará de sua missão de proteger civis e a infraestrutura civil. Ele observou que no ano passado, 90% das mortes resultantes de ataques haviam como alvo civis, incluindo trabalhadores humanitários que devem ser resguardados em situações de conflito. A comunidade global, portanto, precisa urgente e coletivamente se mobilizar para enfrentar essa crise humanitária cada vez mais alarmante.
Origem: Nações Unidas





