Duas startups portuguesas, Connect Robotics e Neuraspace, foram selecionadas entre milhares de candidaturas de 32 países membros da OTAN para integrar o Acelerador de Inovação em Defesa do Atlântico Norte (DIANA). A escolha destaca a capacidade de inovação e adaptabilidade do setor tecnológico de Portugal, que agora terá a oportunidade de desenvolver tecnologias com aplicação civil e militar em colaboração direta com a Aliança.
O programa DIANA, que visa fomentar inovações que atendam a necessidades específicas da OTAN, oferece um investimento inicial de 100 mil euros, além de acesso a uma vasta rede de mais de 180 centros de teste para validação de tecnologias em ambientes operacionais reais. As empresas selecionadas terão a possibilidade de competir por financiamento adicional de até 300 mil euros.
A Neuraspace, incubada na UPTEC, se concentrará no desenvolvimento de tecnologias para operações espaciais, utilizando inteligência artificial para aumentar a resiliência de satélites frente a ameaças como ciberataques e colisões. Já a Connect Robotics, empresa graduada da mesma incubadora, busca aprimorar sua tecnologia de logística autônoma, focando em entregas precisas em cenários de emergência e zonas de conflito, onde a segurança humana é uma prioridade.
O DIANA proporciona não apenas suporte financeiro, mas também acesso a um ecossistema de inovação robusto, com especialistas e investidores em deeptech e defesa. Para a Neuraspace, a participação no acelerador complementa projetos já financiados por fundos europeus, fortalecendo sua atuação no setor de defesa espacial. Por outro lado, a Connect Robotics visa expandir sua presença, iniciando operações na Irlanda e planejando entrar no mercado alemão, capitalizando a visibilidade adquirida através do programa.
Origem: Universidade do Porto






