A Ingenix, uma startup polonesa de tecnologia em saúde, está ganhando destaque ao desenvolver um sistema de inteligência artificial que promete revolucionar a indústria farmacêutica, especialmente na fase de ensaios clínicos. Fundada por Piotr Surma e Adam Dankiewicz, a empresa conta com o respaldo da Corporação Financeira Internacional (IFC), um braço do Banco Mundial que se dedica a fomentar o desenvolvimento em mercados emergentes por meio do setor privado.
A technology da Ingenix utiliza um modelo de IA generativa, capaz de integrar diferentes tipos de dados biológicos para melhorar as previsões sobre a segurança e a eficácia de novos medicamentos. Este modelo multimodal e multiescala analisa informações que variam do nível molecular a populações inteiras, utilizando dados existentes em biobancos para identificar padrões e simular resultados clínicos.
Os fundadores da Ingenix ressaltam que a tecnologia não tem a intenção de substituir os ensaios clínicos tradicionais, mas sim de reduzir os riscos e incertezas envolvidos no complexo processo de desenvolvimento de novas terapias. Estima-se que o desenvolvimento de um novo medicamento pode custar aproximadamente 50 bilhões de dólares em ensaios clínicos anualmente, mas muitos desses medicamentos nunca chegam ao mercado, aumentando assim os preços finais e dificultando o acesso a tratamentos em países de rendimentos baixos e médios.
A experiência anterior dos fundadores na criação da Applica, uma startup focada em modelos avançados de inteligência artificial, é um forte indicativo do potencial da Ingenix. Na nova empreitada, eles aplicam seus conhecimentos em IA, matemática e biologia para aprimorar a previsão nos ensaios e facilitar a tomada de decisão.
O suporte inicial da IFC foi essencial para a validação do produto e desenvolvimento de um modelo de negócio escalável. Além disso, a IFC está ajudando a definir estratégias de crescimento e conectar a Ingenix com parceiros potenciais, colocando um enfoque especial na expansão para mercados emergentes. Essa conexão pode acelerar os ensaios clínicos e torná-los menos onerosos, o que, por sua vez, poderá ter um impacto significativo na saúde global.
A proposta da Ingenix alinha-se com uma estratégia mais ampla da IFC e do Grupo Banco Mundial, que visam promover o uso responsável da inteligência artificial na área da saúde. Acredita-se que o apoio a startups de saúde digital pode ser um motor importante para a melhoria do acesso, eficiência e qualidade dos serviços de saúde, especialmente em contextos onde os recursos são limitados.
Origem: Nações Unidas






