Neste 20 de junho, o mundo se une para observar o Dia Mundial dos Refugiados, uma data estabelecida pela Assembleia Geral da ONU para celebrar a resiliência e a coragem das pessoas que foram forçadas a abandonar seus lares devido a perseguições, conflitos e violências. Com o lema deste ano, “Até que todos estejam em segurança”, a necessidade de solidariedade e apoio global é mais urgente do que nunca.
A situação atual é alarmante: de acordo com dados da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), até o final de 2022, o mundo contava com 41,6 milhões de refugiados, 9 milhões de solicitantes de asilo e 68,7 milhões de pessoas deslocadas internamente. A maioria desses deslocados provém de poucos países, como Venezuela, Síria, Afeganistão e Sudão, onde as crises prolongadas continuam a forçar milhões a buscar abrigo em novas regiões.
O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, pede uma resposta global mais robusta e uma renovação da solidariedade internacional. Ele enfatiza que a proteção das pessoas deslocadas deve ser uma prioridade, ressaltando a necessidade de apoiar tanto os refugiados quanto as comunidades que os recebem.
Além disso, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) destaca que o acesso a trabalho digno é fundamental para garantir a segurança e a integração dos refugiados nas sociedades que os acolhem. No entanto, muitos ainda enfrentam barreiras significativas que dificultam sua plena participação no mercado de trabalho.
A Acnur está concentrando esforços para mobilizar as gerações mais jovens na defesa do asilo como um valor coletivo e na promoção dos direitos dos refugiados, baseando-se na histórica Convenção de 1951. O alto comissário da Acnur, Barham Salih, reafirma que a proteção dos refugiados não é apenas um compromisso presente, mas um legado que deve ser passado às futuras gerações, reafirmando a importância de um mundo seguro e acolhedor para todos.
Origem: Nações Unidas





