Marco António Amaro, o quarto advogado oficioso designado para defender José Sócrates no controverso caso da Operação Marquês, informou ontem que não poderá continuar a representar o ex-primeiro-ministro, apresentando um pedido de escusa ao tribunal. Esta decisão resulta em mais um revés para a defesa de Sócrates, que já viu passar por suas fileiras um total de oito advogados desde o início do processo, em 2014.
A Operação Marquês investiga alegações de corrupção passiva, branqueamento de capitais e fraude fiscal envolvendo o antigo líder do Partido Socialista. O caso, que gerou uma intensa cobertura mediática e debate público, está atualmente paralisado, aguardando a nomeação de um novo advogado que possa assumir a defesa de Sócrates.
José Sócrates, que sempre negou as acusações, permanece detido, e a sua defesa espera que a situação seja resolvida rapidamente para que o processo possa avançar. A complexidade do caso e as múltiplas mudanças na representação legal refletem as dificuldades enfrentadas por Sócrates no que tem sido descrito como um dos maiores escândalos de corrupção da história recente de Portugal. O tribunal deverá agendar uma nova audiência para dar prosseguimento ao processo e discutir os próximos passos em relação à nomeação de um novo defensor.
Origem: JPN Universidade do Porto






