Durante o segundo trimestre de 2026, uma impressionante porcentagem de 81,9% dos casos de atraso no pagamento de aluguel na Espanha foi resolvida de maneira amigável, sem a necessidade de recorrer ao judiciário. Este dado foi revelado pelo mais recente relatório trimestral da Sociedade Espanhola de Aluguel Garantido (SEAG). Além disso, o relatório aponta que o valor médio da dívida não paga alcança 3.022 euros, enquanto que o tempo médio para a recuperação de uma propriedade após o primeiro pagamento em atraso chega a 380 dias, o que equivale a pouco mais de um ano.
As estatísticas revelam uma variação significativa entre as diversas comunidades autônomas. A Comunidade de Madrid apresenta a maior média de dívida, com 671,64 euros. Em seguida, estão a Andaluzia, com 656,94 euros; a Comunidade Valenciana, com 642,74 euros; Castela e Leão, com 626,79 euros; e La Rioja, com 603,33 euros. Em contraste, as Ilhas Baleares registram a menor média de dívida, com 286,93 euros, seguidas pelas Canárias (349,29 euros), Castela-La Mancha (349,69 euros), Astúrias (395,23 euros) e Aragão (461,55 euros).
No que diz respeito aos prazos para a recuperação dos imóveis, a Comunidade Valenciana lidera com o período mais longo, de 264,6 dias. Já a Andaluzia e Aragão exigem, em média, 248,3 e 244,3 dias, respectivamente. Por outro lado, Murcia se destaca como a região com o tempo mais curto para recuperação, com apenas 14,1 dias. As Ilhas Baleares seguem com 41 dias, enquanto Galícia e Canárias apresentam um tempo médio de 92 dias.
Pedro Bretón, CEO da SEAG, salientou que a resolução amigável continua sendo o meio mais eficaz para lidar com inadimplência no aluguel. Ele enfatizou que uma gestão profissional e a intervenção precoce são fundamentais para alcançar acordos na maioria dos casos, evitando processos judiciais longos que aumentam a dívida e atrasam a recuperação dos imóveis.
O relatório da SEAG indica que a gestão especializada em inadimplências é crucial para promover soluções extrajudiciais no setor de aluguel. Apesar dos avanços observados, a análise revela diferenças territoriais tanto nas dívidas quanto nos tempos de recuperação, o que enfatiza a necessidade de continuar aprimorando os mecanismos que garantam maior agilidade e segurança no mercado de aluguel.





