O debate global sobre guerras e deslocamentos forçados trouxe de volta à tona o conceito de refúgio, que agora transcende as tradicionais conotações de estruturas temporárias e campos humanitários. Arquitetos contemporâneos estão reinterpretando esse conceito, criando espaços que oferecem não apenas abrigo físico, mas também um oásis emocional em um mundo marcado pela velocidade e pela superexposição. Esse novo olhar busca promover ambientes que permitam às pessoas encontrar segurança e paz interior.
A ideia de casa como abrigo é antiga, tendo evoluído desde as grutas primordiais até as moradias modernas. Hoje, milhões de refugiados se veem obrigados a deixar seus lares, enquanto outros buscam novos destinos por questões climáticas ou em busca de melhores oportunidades. Em resposta a essas necessidades, arquitetos estão desenvolvendo projetos que promovem o acolhimento e a sensação de proteção, independentemente da escala ou complexidade das construções.
Além do espaço físico, o refúgio assume uma dimensão mental e emocional, refletindo a necessidade angustiante de introspecção e tranquilidade. Arquitetos como Sónia Aguiar e António Costa Lima enfatizam que o verdadeiro refúgio pode ser uma cabana isolada ou uma casa urbana bem planejada. As intervenções arquitetônicas visam criar ambientes que não só protejam, mas que também estimulem uma conexão com o essencial e com o próprio ser, preparando o terreno para experiências de cura e reconexão.
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