Neste 26 de abril de 2026, o mundo relembra o 40º aniversário do trágico acidente nuclear de Chernobil, ocorrido em 1986. A explosão na usina atômica, que gerou uma nuvem radioativa, impactou gravemente áreas da antiga União Soviética, abrangendo hoje os territórios da Belarus, Ucrânia e Rússia. Estima-se que cerca de 8,4 milhões de pessoas tenham sido expostas à radiação resultante da catástrofe.
Após anos de inércia, o governo soviético reconheceu, em 1990, a necessidade de assistência internacional, o que culminou na adoção da resolução 45/190 pela Assembleia Geral da ONU. Essa resolução clamava por “cooperação internacional para abordar e mitigar as consequências na central nuclear de Chernobil”, trazendo à tona a necessidade de uma resposta coordenada ao desastre.
Desde então, as Nações Unidas, em colaboração com diversas ONGs, têm se mobilizado em resposta ao acidente, lançando mais de 230 projetos voltados à pesquisa e assistência nas áreas de saúde, segurança nuclear e reabilitação ambiental. Em 2002, a ONU alterou sua estratégia, priorizando uma abordagem de desenvolvimento a longo prazo, que foca na prevenção, recuperação e capacitação, em vez de se concentrar apenas na ajuda humanitária.
Um dos marcos significativos alcançados foi a conclusão, em 2019, da instalação de um novo confinamento seguro sobre o antigo abrigo nuclear, projeto que contou com o apoio de mais de 45 países, totalizando investimentos de € 2,2 bilhões, geridos pelo Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento. Este projeto é considerado uma das maiores iniciativas de cooperação internacional na área de segurança nuclear já registradas.
Em reconhecimento ao impacto duradouro do desastre e à importância da conscientização sobre a segurança nuclear, a Assembleia Geral da ONU instituiu o dia 26 de abril como o Dia Internacional da Lembrança do Desastre de Chernobil, um momento para reflexão e aprendizado em prol da prevenção de futuras tragédias nucleares.
Origem: Nações Unidas





