O setor de mediação imobiliária em Portugal tem apresentado um crescimento notável, com mais de 11.500 empresas autorizadas a operar nesta área. No entanto, este crescimento não vem sem desafios, pois também se verifica um aumento preocupante no número de queixas apresentadas por consumidores. Em 2025, as reclamações atingiram um pico histórico de quase 2.500, conforme relatado pelo Instituto dos Mercados Públicos do Imobiliário e da Construção (IMPIC). As queixas mais comuns estão relacionadas com o pagamento de reservas de imóveis, a qualidade do atendimento por parte dos mediadores e o incumprimento de Contratos-Promessa de Compra e Venda (CPCV).
No último ano, foram contabilizadas 2.847 reclamações no setor, representando um aumento de 32% em comparação com o ano anterior e um crescimento exponencial em relação a 2021, quando apenas 549 queixas foram registadas. Os dados fornecidos pelo IMPIC, que regula as atividades de mediação em Portugal, indicam uma crescente insatisfação entre os consumidores, o que levanta questões sobre a qualidade do serviço prestado pelas empresas do setor.
Os principais fatores que geram essas reclamações incluem a receção de quantias para reserva de imóveis, onde os consumidores esperam a devolução do montante caso a venda não se concretize, e o atendimento inadequado por parte dos profissionais do setor. Além disso, o incumprimento contratual por parte das empresas de mediação também alimenta o descontentamento dos clientes. O IMPIC, por sua vez, tem o papel de investigar eventuais ilícitos e aplicar as devidas sanções quando necessário, mas a crescente insatisfação dos consumidores exige uma reflexão mais profunda sobre as práticas adotadas pelas empresas de mediação imobiliária.
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