O início de 2026 trouxe uma significativa queda nos novos créditos à habitação em Portugal, conforme revelou o Banco de Portugal (BdP). Em janeiro, foram concedidos 1.783 milhões de euros em novos empréstimos, um decréscimo de 18,6% em relação ao mês anterior. Este retrocesso ocorre em um cenário onde os juros voltaram a cair e os jovens continuam a usufruir da garantia pública e da isenção do Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) ao adquirir a sua primeira casa.
Os dados do BdP indicam que, em janeiro, o total dos novos contratos de empréstimos a particulares alcançou 2.588 milhões de euros, representando uma diminuição de 499 milhões de euros comparado a dezembro de 2025. A queda nos empréstimos para habitação foi o principal contribuinte, com uma redução de 408 milhões de euros. Embora essa diminuição seja notável, o montante total ainda superou o valor do ano anterior em 250 milhões de euros, o que sugere uma resiliência no mercado habitacional em termos anuais.
Além disso, as taxas de juros médias para os novos contratos de crédito à habitação desceram, atingindo 2,83% em janeiro, após um aumento em dezembro. A taxa mista permanece como a forma mais popular de financiamento, representando 77% dos novos contratos. Em contrapartida, as renegociações de crédito à habitação apresentaram um aumento mensal, totalizando 466 milhões de euros, embora tenha havido uma queda de 6% em relação ao ano anterior, refletindo uma dinâmica distinta no mercado financeiro.
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