Abril chegou e, com ele, o início do prazo para a entrega da declaração de IRS, um compromisso fiscal que não pode ser ignorado. Muitos contribuintes, à procura de um processo mais ágil e menos burocrático, estão recorrendo ao IRS automático, que promete facilitar o preenchimento da declaração e acelerar reembolsos. Contudo, essa modalidade não é isenta de desvantagens, levando a potenciais erros ou perdas de deduções importantes, especialmente para aqueles que não se enquadram nos requisitos para a entrega automática.
É importante destacar que, apesar das vantagens do IRS automático, como rapidez e redução de erros, essa opção pode se revelar arriscada para contribuintes com situações fiscais mais complexas. Receitas provenientes de imóveis, investimentos ou trabalho independente não são incluídas automaticamente, o que pode resultar em omissões que impactam negativamente os benefícios fiscais. A Autoridade Tributária (AT) recomenda que, ao notar inconsistências na sua declaração, os contribuintes considerem o preenchimento manual para garantir a inclusão de todas as deduções pertinentes.
Caso o contribuinte opte pelo IRS automático e, posteriormente, perceba erros na submissão, há uma alternativa de correção: a entrega de um Modelo 3, com a anotação da “Declaração de Substituição”. É fundamental que todos estejam cientes das obrigações fiscais e das possíveis consequências de descuidar desse processo, pois a não entrega pode resultar em multas e na perda de direitos fiscais. Com isso, a orientação para a validação cuidadosa das informações se torna ainda mais relevante neste período crítico de declarações.
Ler a história completa em Idealista Portugal






