No quarto trimestre de 2025, a taxa de penetração dos acessos telefónicos principais em Portugal alcançou 50,5 acessos por 100 habitantes, refletindo um crescimento na adoção de serviços de telecomunicações. Os acessos instalados a pedido de clientes residenciais subiram para 89,6 por 100 agregados domésticos privados, evidenciando uma forte penetração nas residências.
Contrariamente a este crescimento na penetração, o número total de clientes do serviço telefónico fixo na modalidade de acesso direto caiu para aproximadamente 4,4 milhões, o que representa uma diminuição de 1,1% em relação ao trimestre anterior. O parque de acessos telefónicos principais também sofreu uma queda, totalizando 5,4 milhões de acessos equivalentes, uma redução de 1,7% em comparação com o ano anterior.
Notavelmente, os acessos em redes de nova geração (como fibra ótica e redes móveis em local fixo) representaram 95,3% do total de acessos, aumentando 1,5 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Em contrapartida, os acessos analógicos enfrentaram uma queda significativa de 32,4%, passando a representar apenas 2,3% do total.
Os postos públicos, uma vez uma parte integral das telecomunicações, também apresentaram uma queda acentuada de 34,4%, com aproximadamente 4,7 mil unidades instaladas. O tráfego gerado a partir desses postos diminuiu drasticamente, com uma redução de 64,5% no 4T2025. Desde o segundo trimestre de 2016, essa forma de comunicação perdeu cerca de 94,9% do volume de tráfego, uma tendência que se deve à crescente realização de comunicações via telemóvel e internet.
A portabilidade de números geográficos também apresentou um aumento significativo, com cerca de 1,9 milhões de números portados até o fim do trimestre. Durante o período, 93 mil números geográficos e 137 números não geográficos foram portados, representando aumentos de 260,8% e 90,3%, respectivamente.
Em termos de tráfego, houve uma diminuição de 12,4% no volume de minutos originados em serviços telefónicos fixos e móveis. Este declínio foi impulsionado principalmente pela redução do tráfego fixo-fixo (-15,5%) e, em menor medida, pela diminuição do tráfego fixo-móvel (-7,0%).
O consumo médio mensal por acesso, que inclui chamadas fixo-fixo, fixo-móvel e internacionais, caiu para 28 minutos, com uma diminuição de 4 minutos em comparação ao trimestre anterior. As quotas dos principais operadores mostraram ligeiras variações, com a MEO a manter uma quota de 42,0%, seguida pelo Grupo NOS com 34,4% e a Vodafone com 21,1%.
Origem: Portal Consumidor Anacom






