Um estudo recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Agência Internacional de Investigação sobre o Câncer (Iarc) revelou que aproximadamente 37% dos novos casos de câncer diagnosticados em 2022, correspondendo a cerca de 7,1 milhões, foram associados a causas preveníveis. A divulgação dos dados ocorreu antes do Dia Mundial do Câncer, comemorado em 4 de fevereiro.
Dentre os fatores de risco evitáveis analisados, o tabaco sobressai como a principal causa, responsável por 15% dos novos diagnósticos de câncer. Infecções e consumo de álcool também figuram entre as causas comuns, representando 10% e 3%, respectivamente. Os tipos de câncer mais relacionados a esses fatores incluem pulmão, estômago e colo do útero, que juntos compõem quase metade dos casos preveníveis globalmente.
A análise mostrou que a carga de câncer prevenível é significativamente maior entre os homens, com 45% dos novos casos atribuídos a causas evitáveis, em comparação com 30% nas mulheres. Entre os homens, o tabagismo representa 23% dos novos diagnósticos, enquanto nas mulheres, as infecções são a principal causa, atingindo 11% dos casos.
Variações regionais também foram observadas, com a proporção de cânceres preveníveis variando consideravelmente. Na Ásia Oriental, a carga da doença foi mais alta, com 57% dos casos sendo atribuídos a fatores evitáveis, enquanto a América Latina e o Caribe apresentaram a menor proporção, com 28%.
A necessidade de desenvolver estratégias de prevenção adequadas a cada contexto nacional foi enfatizada. Tais estratégias incluem o controle rigoroso do tabaco, regulação do álcool, vacinação contra infecções associadas, como HPV e hepatite B, e melhorias na qualidade do ar. Ações coordenadas entre diversos setores, como saúde e educação, são essenciais para prevenir milhões de diagnósticos de câncer e, ao mesmo tempo, gerar economias nos sistemas de saúde.
Origem: Nações Unidas






