Portugal experimentou uma queda preocupante no ranking global de competitividade, segundo o relatório mais recente do International Institute for Management Development (IMD) para 2026. O país descer três posições, ocupando agora a 40.ª entre 70 economias avaliadas, coloca em evidência as fragilidades estruturais que limitam a competitividade a longo prazo, mesmo diante de um leve avanço no pilar de desempenho económico. Liderado por Singapura, o índice reflete um cenário desafiador para Portugal.
Apesar de ter subido sete posições no pilar de “Desempenho Económico”, com destaque para o aumento do “Investimento Internacional”, que passou da 33.ª para a 21.ª posição, a nação enfrenta retrocessos significativos em outras áreas. A “Eficiência Empresarial” caiu de 42.º para 45.º lugar, afetada por práticas de gestão ineficazes e problemas no mercado de trabalho. A situação é ainda mais grave na “Eficiência Governativa”, que despencou de 35.º para 41.º, apesar de uma leve melhoria na política fiscal.
Os resultados, embora desanimadores, também apresentam pontos positivos, como a 4.ª posição mundial em receitas de turismo e o 11.º lugar em investimentos diretos estrangeiros em relação ao PIB. Gestores que participaram da pesquisa indicaram que fatores como mão-de-obra qualificada e a competitividade de custos são vistos como atrativos na economia portuguesa. Contudo, as quedas em eficiência e infraestrutura sublinham a necessidade de estratégias robustas para restaurar o país como um destino preferencial para investimentos e negócios.
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