Portugal enfrenta uma crise no setor imobiliário, que se intensificará nos próximos anos. De acordo com o Centro Comum de Investigação (JRC) da União Europeia, o país precisará de 465 mil novas casas até 2035 para atender à demanda crescente devido a fatores demográficos, turísticos e à deterioração do parque habitacional existente. O investimento necessário para suprir essa necessidade é estimado em 1,68 biliões de euros, o que reflete um cenário desafiador para o futuro do mercado imobiliário português.
As regiões mais afetadas por essa escassez incluem Lisboa, Porto, Algarve e Madeira, que juntas precisam de 180 mil imóveis adicionais, um aumento significativo se comparado à última década. Entre 2015 e 2024, foram erguidas apenas 156.820 habitações, um número que foi considerado insuficiente. O relatório do JRC destaca que a pressão habitacional será mais intensa nas principais cidades e capitais, onde o crescimento populacional e a urbanização estão em ascensão, além da escassez de terrenos disponíveis.
Para lidar com essa questão crescente, a Comissão Europeia está propondo um pacote habitacional que inclui inovações na construção e digitalização de processos. Entre as sugestões estão a minimização do impacto dos arrendamentos de curta duração, a simplificação da burocracia em planejamento e licenciamento, e o combate à especulação imobiliária. Essas medidas visam tornar o acesso à habitação em Portugal mais sustentável e acessível para a população.
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